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20 maio 2014

Óleo de Canola - nocivo ou benéfico?

Abelhudos, vamos falar um pouquinho de saúde. Vi uma amiga postar algo, no Face, que me deixou bem abelhuda (curiosa) e logo fui pesquisar o assunto – óleo de Canola. Fala-se tanto neste óleo sendo ele um dos mais caros do mercado (digo para utilizar na cozinha). Afirmam-se veementemente que tal óleo é excelente para a saúde.  Antes de iniciar o comentário em si vamos conferir a cotação dele em 19/05/14 (baseando valores em Goiânia): 

Óleo de soja (900ml)  – R$ 2,89
Óleo de milho (900ml) – R$ 5,99
Óleo de azeite extra virgem (500ml) – R$ 14,80 (em minha opinião o melhor)
Óleo de canola (900ml)  – R$ 7,98

Linda a lavoura de canola, vê aí ao lado? Esse nome até legal - CANOLA - nada mais é que uma sigla vinda de Canadian Oil Low Acid, que se refere ao azeite de colza de baixo teor em ácido erúcico.  Se formos pesquisar “canola” não consta em enciclopédias.  Então saiba que o vegetal Canola não existe.  O que existe na natureza é a planta colza.
A colza é da família das mostardas e até pouco mais de 40 anos atrás não era utilizada para consumo humano, uma vez que, possuía uma certa concentração de ácido tóxico em sua forma original. Hoje, depois de muitos cruzamentos desta planta, chegou-se à conhecida canola que tem seu azeite utilizado para fabricação de sabões, velas, batons, tintas, óleo lubrificante, combustível e serve como repelente para algumas pragas.  Mesmo a planta modificada tem seu grau de toxidade ainda que diminuído no decorrer dos vários cruzamentos. 
Pelas pesquisas que fiz acredita-se que o óleo tenha efeito cumulativo em humanos e que leve até dez anos para começar a se manifestar.  Dr. Lair Ribeiro informa que a colza causava problemas de coração nas pessoas (essa é a planta que originou a canola).  Assustador não é? Quem iria pensar isso de um dos óleos mais caros e considerados excelentes à saúde? Vale lembrar que a produção da canola é bem barata, no entanto, por causa de interesses econômicos as estratégias comerciais para encarecer este produto foram muito bem sucedidas. Continuemos, pois cada um irá fazer suas pesquisas e tirar suas próprias conclusões – viva a liberdade de pensamento!
A Canola que se consome hoje é totalmente modificada.  Esses alimentos com genética modificada tem em torno de trinta anos de exploração, apenas. Fica difícil acreditar que em tão pouco tempo de pesquisa já se saiba com toda certeza os danos que podem ou não trazer à saúde humana.  Alguns dos prejuízos geneticamente modificados podem ser: câncer, resistência a antibióticos, reações alérgicas e outros. 
No final de 2012 uma pesquisa francesa, que ligava milho transgênico ao câncer, causou polêmica onde se verificou o aumento triplicado de tumores em ratos de laboratório. Esta pesquisa foi feita num prazo de dois anos. Um mês após a divulgação duas comissões francesas rejeitaram a pesquisa dizendo que os tumores não poderiam ter vindo do milho transgênico. A coisa ficou no ar e nós (como sempre) sem saber da verdade.
A Canola foi produzida pela primeira vez no Canadá na década de 70 e subsidiada pelo governo.  No Brasil, chegou na mesma década e da lá pra cá sua área de plantio foi crescendo lentamente.
Só pra registrar, em abril deste ano, a Associação Brasileira de Produtores de Canola informou que a área de Canola no Rio Grande do Sul cresceu em 20% com relação ao ano de 2013.
Esta era a informação que gostaria de deixar hoje e lembrar que tudo que lemos devemos pesquisar com afinco e vários locais. Daí tem como tirarmos alguma conclusão ou gerar uma opinião mais sólida.
Nunca cheguei a usar o óleo de Canola; independente de informações tinha minhas reservas.  Fora isso amo azeite de oliva. De qualquer forma se as pesquisas e especulações tiverem fundamentos estamos usando tal óleo que está sendo adicionado em alguns alimentos sem que saibamos a princípio. Soube também que a indústria costuma utilizar desodorizadores na fabricação do óleo de canola.
  


P.S.: Na cotação de valores falo que considero o óleo de oliva o melhor dos óleos comestíveis porque ele é prensado a frio, os demais não são.   A extração pelo calor é o método que faz os muitos nutrientes serem destruídos.  Já nos grãos prensados a frio, ocorre a extração mecânica de óleo mais preservado uma vez que não é submetido a altas temperaturas e acréscimo de alguma outra substancia.  Por esse motivo é melhor adquirir óleo prensado a frio, neste caso faço largo uso aqui em casa de azeite de oliva extra virgem (quanto maior a porcentagem maior seu valor nutritivo).

Janei Pereira